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Laudo aponta que caixão de bebê enterrado por engano
Túmulo com tijolo em cima foi onde primeiro caixão foi enterrado e, ao lado, o segundo túmulo — Foto: Monte Aprazível Notícias

Laudo aponta que caixão de bebê enterrado por engano

Bebê morreu aos cinco meses de gestação, mas depois do primeiro enterro, feto foi encontrado na lavanderia do Hospital da Criança de Rio Preto.

 

Um laudo do Instituto Médico Legal de São Paulo confirmou que o caixão que foi enterrado no cemitério de Monte Aprazível (SP) em agosto do ano passado continha, na verdade, apenas uma placenta. O feto que deveria estar no caixão foi encontrado posteriormente, na lavanderia do Hospital da Criança, em São José do Rio Preto.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o erro no sepultamento do recém-nascido, que morreu no dia 24 de julho.

A família descobriu o erro quando o feto foi encontrado na lavanderia. Por conta disso, precisou fazer um novo enterro.

O resultado do laudo que apontou se tratar de uma placenta saiu nesta quarta-feira (20). A Polícia Civil agora está no aguardo do resultado do exame de DNA, para confirmar se a placenta era realmente da mãe do bebê que morreu.

“Saiu o laudo apenas falando o que havia no caixão, agora vamos esperar o DNA para saber se a placenta era realmente da mãe que perdeu o bebê. Já ouvimos a família e a funerária. Quando sair o exame vamos ouvir o hospital”, afirma o delegado Valcir Passeti Júnior.

Justiça
Segundo o Hospital da Criança, no dia da morte do bebê, que tinha 5 meses de gestação, o funcionário de uma funerária foi até o local, assinou um termo de declaração de retirada do corpo e teria levado-o embora.

A família chegou a fazer o enterro, mas o corpo do bebê foi encontrado dias depois na lavanderia do hospital. O corpo estava identificado como sendo da criança que tinha morrido. A família foi avisada e fez um novo sepultamento.

Em nota, a fundação que administra o hospital informou que está analisando com rigor o caso.

Em agosto do ano passado, a Polícia Civil fez a exumação do primeiro caixão enterrado no cemitério. A exumação aconteceu após um pedido da polícia para a Justiça. O feto foi enterrado três dias depois, em uma cova ao lado do primeiro caixão.

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