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Filmar acidente sem prestar socorro à vítima pode virar crime

Filmar acidente sem prestar socorro à vítima pode virar crime

Após a repercussão do acidente envolvendo o helicóptero em que estava o jornalista Ricardo Boechat, que caiu no Rodoanel em São Paulo, onde apenas a vendedora Leiliane Rafael da Silva, de 28 anos, ajudou o caminhoneiro João Adroaldo Tomackeves a sair do caminhão, enquanto dezenas de outras pessoas filmavam o acidente, foi apresentado na Câmara dos Deputados o projeto de lei 1614/2019, do Deputado Federal João Daniel, do PT-SE.

O projeto aumenta a pena por omissão de socorro, e passa a qualificar como crime também o registro de imagens, por meio de fotos ou filmagens, em vez de prestar socorro à vítima de acidente.

Ainda de acordo com o projeto, se pela omissão de socorro a vítima vier a óbito, a pena para a ser triplicada, chegando a até três anos de prisão.

No acidente com o helicóptero no Rodoanel, morreram o jornalista Ricardo Boechat, e o piloto e dono da aeronave Ronaldo Quattrucci. O caminhão de João Adroaldo Tomackeves foi atingido na cabine pela aeronave durante a queda, e o motorista ficou preso às ferragens. A vendedora Leiliane foi filmada forçando a porta do caminhão para retirar o caminhoneiro, já que havia risco de incêndio. Dezenas de pessoas no local apenas filmaram o acontecimento.

Infelizmente é cada vez mais comum tentar viralizar conteúdo de acidentes nas redes sociais, filmando e fotografando acidentes e vítimas, negando socorro e expondo as pessoas em um momento tão delicado.

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