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Colégio EAC realiza manifesto pela paz e emociona público presente

Colégio EAC realiza manifesto pela paz e emociona público presente

Por uma cultura de paz: foi com essa intenção que os alunos do Ensino Fundamental e médio e profissionais da Educação do Colégio EAC reuniram-se, na manhã da última sexta-feira, 22, em um manifesto pela paz.

As atividades ocorreram durante todo o dia e contaram com momentos de emoção, sensibilização e conscientização.
Dentre as realizações que incentivaram ações de união, paz e solidariedade, o momento ápice do evento ocorreu quando balões foram soltos no céu representando a vida, a pureza, a união, a juventude e o futuro.

A aluna Isabelle O. Santos também emocionou aos presentes com seu discurso.

A mantenedora do Colégio, Eloá Stein Schincariol, falou da importância de ações como esta e agradeceu a participação e envolvimento de todos nesta causa.

“Não temos dúvidas de que estamos no caminho certo. Acreditamos que se cada um fizer a sua parte, a PAZ reinará no mundo. Nós estamos fazendo a nossa e temos a certeza de que os pequenos gestos de agora demonstrarão as grandes atitudes dos nossos futuros cidadãos. Gostaria de agradecer a participação e envolvimento de todos,” disse.

MANIFESTO PELA PAZ.

Confira a transcrição da fala da aluna Isabelle O. Santos – 3° ano EM do Colégio EAC Capivari.

“8 Minutos.
A cada 8 minutos 80 mil aviões voam, 36 mil hambúrguers são vendidos pelo McDonald’s, 928 pessoas se casam e você checa suas redes sociais sem nem notar. Falando em minutos dessa forma, o tempo parece tão curto. Mas para os adolescentes da Escola Estadual Raul Brasil 8 minutos duraram uma eternidade. Esses minutos foram suficientes para deixar feridas que dificilmente serão curadas, e diferentemente das feridas físicas que se curam com cuidados e remédios, estas não se vão com Band-Aids – falamos de feridas da alma. Minutos que foram resultados de anos de ódio, minutos suficientes para acabar com suas vidas.
Nós como estudantes temos a escola como segunda casa, afinal passamos a maior parte de nossa infância e juventude aqui, e diante de tal fato não conseguimos deixar de nos colocar no lugar de quem passou por isso.
É tendo tal empatia, que tentamos imaginar a dor intensa das famílias que ficaram e das saudades que não se vão. E mesmo que nossos corações procurem uma razão para tudo que aconteceu, não há como explicar o inexplicável assim como não podemos refazer o passado. Nas palavras de Nietzsche “É preciso ter ainda um caos dentro de si para gerar uma estrela bailarina.” Tudo que podemos é ter esperança de um futuro melhor, que todo esse caos sirva para fortalecer aqueles que passaram pelos intermináveis minutos do terror e de angústia, que mesmo que considerados “poucos” e banais para o nosso cotidiano duraram uma eternidade nos olhos de quem esteve na mira do ódio. As sementes de nossas árvores são símbolo dessa esperança, plantamos hoje o respeito, a luz e a paz, plantamos amor. E que assim como as árvores o amor possa crescer e formar raízes para que o ódio não tenha lugar. Em respeito às vítimas peço que todos façam 1 minuto de silêncio”.

Isabelle O. Santos

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